sexta-feira, 30 de novembro de 2012

Tu não és nada para mim senão um garoto inteiramente igual a cem mil outros garotos. E eu não tenho necessidade de ti. E tu também não tens necessidade de mim. Não passo a teus olhos de uma raposa igual a cem mil outras raposas. Mas, se tu me cativas, nós teremos necessidade um do outro. Serás para mim único no mundo. E serei para ti única no mundo...

domingo, 25 de novembro de 2012

Tenho passado muito tempo na cama esta semana. 
Quando você está dormindo, ninguém lhe pede para fazer nada. Ninguém espera nada de você. E você não tem que encarar nenhum de seus problemas. Assim, tenho me arrastado para a escola, e tenho dormido. 

sexta-feira, 23 de novembro de 2012

A certeza é que na semana seguinte, ou depois, algum dia, tudo isso vai passar e vou me sentir bem por completo novamente.

sexta-feira, 16 de novembro de 2012

Já se sentiu muito mal, depois tudo passar e você não saber por quê? Eu tento me lembrar, quando me sinto ótima como agora, que haverá outra semana terrível algum dia, então procuro guardar o maior número de detalhes que posso, e assim, na próxima semana terrível, vou poder lembrar desses detalhes e acreditar que vou me sentir bem novamente. Não funciona muito, mas acho muito importante tentar.
Apesar de me sentir muito triste, acho que o que realmente me aborrece é não entender o que aconteceu.
Só queria que Deus, ou meus pais, ou minha irmã, ou alguém me dissesse o que há de errado comigo. Que me dissesse como ser diferente de uma forma que faça sentido. Que fizesse tudo isso passar. E desaparecer.

quarta-feira, 7 de novembro de 2012

Não sei se você já se sentiu assim, querendo dormir por mil anos. Ou se sentiu que não existe. Ou que não tem consciência de que existe. Ou algo parecido. Acho que querer isso é muito mórbido, mas eu quero quando me sinto assim. É por isso que estou tentando não pensar. Só quero que tudo pare de rodar.

terça-feira, 25 de setembro de 2012

PLATÔNICOS 

Atravessar a rua 

Ele pega sua mão 

Ela tira por reflexo 

Queria ter deixado

sexta-feira, 3 de fevereiro de 2012

Me enfiei em casa e não saí. Um desgosto. Leio o tempo todo. Sento no jardim. Ouço música. Tento escrever, mas não sei se quero ou se preciso, e não consigo. Umas carências.