domingo, 23 de junho de 2013

Com a mão logo a cima do meu joelho, espalmada e macia no meu jeans, o dedo indicador descrevendo círculos lentos e preguiçosos que se dirigiam para a parte interna da minha coxa e apenas uma camada entre nós, meu Deus, como eu o desejei. Deitada ali, entre as folhas de grama altas e plácidas, debaixo de um céu bêbado de estrelas, ouvindo o ruido dos carros distantes que atravessavam eternamente a I-65, pensei pela primeira vez em como seria maravilhoso dizer as três palavrinhas. Eu tomava coragem para dizê-las enquanto fitava a noite estrelada, tentando me convencer de que ele sentia o mesmo, que sua mão, tão viva e real em minha coxa, era mais do que um simples joguinho. Dane-se. É verdade, eu te amo, e o que mais importa? Meus lábios se abriram para falar e, antes mesmo que eu pudesse exalar as palavras, ele disse: ''Não é nem a vida nem a morte, o labirinto.''

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